Miralume.

Abril 27, 2006

Miralume!

Arquivado em: Lorenzo Ribas — miralume @ 10:56 pm

Miralume são cinco variações, são cinco sentidos, mas todos para o sul.

Um farol aposenta-se e cria cabelos. Uma casal de albatrozes  faz ninho. Aí é só colocar uma lanterna na boca de cada filhote e esperar a noite: vira um miralume.

Abril 26, 2006

Arquivado em: Telma Scherer — miralume @ 4:39 pm

Certa vez fiz um poema sobre a palavra, que dizia no final:

ela luzeiro: luzerna contra a proa do navio

A palavra Miralume: luzerna em várias lâmpadas. Miralume é olhar entrecortado, com vários ângulos, como a estrela. Tem tantas pontas quantas há: pode comentar. Seu ângulo será bem-vindo. Será bem-vindo seu foco, textura, intensidade.

Ninguém esqueça ainda aquela história de um velho professor: cada um vê o que enxerga através das suas lentes. Eu daqui, você daí, na mira. A gente pode trocar de óculos: tingir de escuro ou cor-de-rosa o nosso olhar. Trocar de lentes de vez em quando deixa a vida leve e por isso é tão bom ler. Obrigada por escreverem.

Miralume: contra a proa do navio. Rasgando o oceano de tanta gente e tanto lugar. Procurando reunir em feixe todas essas semelhanças. Discorrendo todas essas diferenças. Nós, vocês: de um ponto a outro, em qualquer lugar.

Miralume?

Arquivado em: Diego Petrarca — miralume @ 12:53 am

Somos apenas vozes, por exemplo. Não só vozes: dicções. Cinco nomes num Miralume. Mais que a apresentação de um grupo é  o resultado de uma afinidade criativa que se reúne em diferentes tons, ecos e ruídos. Diferença que gera sentido, mais que a intenção de algum objetivo. E sobre cada qual a consciência de ser vários em cada um. Apenas vozes.

Não só vozes: reverberações 

Miralume?

Arquivado em: Carlos Besen — miralume @ 12:18 am

Cinco vozes para levar a poesia sulista a lume. Cinco vezes cinco tentativas de mirar a água que desce dançando como fogo. Mileuma canções submarinas cujo sopro nos ensina a ser partituras. Vozes de sol que se expande pela brasa,

Miralume.

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