Miralume.

Setembro 22, 2006

Matar faz-se na calada

Arquivado em: Carla Laidens — miralume @ 4:00 pm

como a criança
tomada em seu mais profundo medo
chora a alegria da vidraça quebrada
assisto teu derradeiro fim

definhas perante meus olhos
e eu nada posso fazer senão esperar alívio
depois que te fores
nunca mais te precisarei chorar
não te sentirei saudades

já no caminho
terás percebido
que tão simples como é te amar
é te matar
meu amor…

te sinto partir
e como me são tristes as despedidas…

1 Comentário »

  1. Creio que não li antes um “poema-despedida-de-um-amor-que-acabou” tão contundente, tão forte e tão belo. Parabéns!

    Comentário por Marcos Verzeanu Columbelli — Fevereiro 10, 2007 @ 3:43 pm


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