Tocaram-se. Em meio ao deserto de outrora criou-se o mundo. O verbo se fez carne amalgamada em um só corpo. Cada beijo era um gole sorvido de um vinho jamais experimentado. Naqueles tempos fazia-se música nos cantos mais recônditos ecoar pelos ares. Os dias eram mais claros. Os perfumes pulsantes. Salivas e corpos misturavam-se. O tempo parecia uma alcova sem fim. O chão começara a tornar-se firme e por sobre ele criou-se o mais belo castelo de que já se teve notícia. O mundo era-lhes por demasiado pequeno. Vide: o amor existia e, em seu nome, selaram-se promessas.
Outubro 10, 2006
2 Comentários »
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Completamente pulsante
quase senti a plenitude por estas linhas.
sem mais palavras…
Comentário por Um leitor — Outubro 16, 2006 @ 5:56 pm
pulsam as palavras na tela. lindo.
Comentário por Mauricio — Outubro 25, 2006 @ 1:06 pm