Miralume.

Outubro 23, 2006

Sobre

Arquivado em: Telma Scherer — miralume @ 6:49 pm

Poesia demora, poesia é feita de silêncio. Talvez por isso esses espaços de vazio e nossas postagens cada vez mais raras. Para escrever é preciso às vezes respirar profundamente sem canto de olho para os outdoors, um minutinho de calma entre a turbulência dos ônibus, quietude no alvoroço da casa, solidão. Poema está sempre cobrando maturações e explicações. Poema pede que a gente faça as malas para vez ou outra ir olhar o sol. Poema livra das obrigações de Pis e Cpf. Não tem como arrancá-lo do umbigo sem muita paciência.
Respire com a gente, leitor. O Quintana escreveu algo mais ou menos assim: “Quem faz um poema abre uma janela./Respira, tu que estás numa cela / abafada/ esse ar que entra por ela. / É por isso que os poemas têm ritmo, / para que possas, enfim, profundamente respirar // Quem faz um poema salva um afogado”.
Poema no blog tem que ser regado como poema em página premiada. É assim, sem abandono.
Desculpem-nos. Desculpemo-nos. Obrigada por respirarem com a gente.

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