Desesperaram-se. Clamaram socorro divino. Suplicavam lágrimas, porque a secura de seus olhos era apenas ficção. Haviam se enganado mais uma vez. Escutai, o amor andava doente e ninguém pode perceber. O cancro tomara conta de tudo! Nos olhos, as nuvens já haviam se dispersado. Agora, tomara força a tormenta e começava, na inquietude dos mares e dos ventos, a devastar a casinha e o jardim florido que haviam construído com tanto afeto. Como era belo, mas a poesia havia desmoronado, tijolo por tijolo, cada rima, cada verso. A ferida agora somente crescia. Virou monstro e devorava cada recanto por onde passava. Era necessário partir, mas o que ainda lhes preocupava era que não haviam aprendido a ouvir o ressonar solitário de seus passos pela estrada. Talvez se fossem pássaros, mas não houve mais o tempo falso das transmutações.
Novembro 21, 2006
4 Comentários »
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quero você nua. pelada… fotos… sexo… sem pudor, com lágrimas. luz de velas. suor. meu esperma em você… seus gemidos, pedidos íntimos de penetração ditos aos ouvidos: gritos que extraio de você. meu gozo em ti, meu desejo por você… consegue viver sabendo disso?
Comentário por tz — Novembro 22, 2006 @ 9:02 pm
apenas um
me tem nua, sem pudor,
com lágrimas, luz de velas, suor.
apenas um
me preenche,
ouve meus gemidos,
pedidos ditos ao ouvido
extrai meus gritos,
e goza em mim seu desejo.
apenas um
desfruta desses direitos
ele:
meu poema de amor
Comentário por CarLa Giovana — Novembro 27, 2006 @ 8:00 pm
Vou fazer um comentário de um comentário:
Acredito que o sr. “tz” tenha escrito alguma coisa mais próxima do “chulo” do que do prenúncio da Carla…
E mais nobre a foi a resposta dela em versos e mais próximo da alma poética dela.
Carla, adorei o “Prenúncio”. segue tua maravilhosa sina predita em algum tempo passado.
beijo, escritora.
Comentário por Um Leitor — Dezembro 6, 2006 @ 11:34 am
Leitor,
Obrigada pela adorável, nobre e constante presença.
Comentário por Carla Giovana — Dezembro 6, 2006 @ 9:18 pm